sábado, 2 de julho de 2016

Compasso de espera


Enquanto agosto não vem, o país gira em falso. Não apenas o Palácio do Planalto, mas também o Supremo, aguardam quase imobilizados o momento em que deverão se livrar, com o fim do processo de impeachment, de Dilma. Assim Temer, com 13% de popularidade, bem próximo dos 10% de sua antecessora, poderá enfim ter um governo para chamar de seu.
Já o STF, que demora em média 617 dias para aceitar uma denúncia contra político, conta com o fim da imunidade da presidente afastada, que indicou 5 dos 11 ministros, para sepultar o “constrangimento” de ter de julgá-la. Até aqui, a gestão de Temer patina e pouco difere da de Dilma.
Ainda cercado por vilões da Lava-Jato, o interino continua atropelando a ética — a ponto de receber em jantar no Palácio Jaburu Eduardo Cunha, réu por corrupção proibido pelo STF de entrar no Congresso, também envolvido no mais novo filhote da Lava-Jato, a Operação Sépsis. Na economia, Temer só gasta: mas são bilhões estratégicos — como o aumento de 12,5% do Bolsa Família, combustível eleitoral para o PMDB neste 2016 de vacas magras.
Apesar da lentidão, o Supremo despachou Lula e a maioria de ex-ministros petistas sem foro para a primeira instância. Mas o ministro Teori, relator da Lava-Jato, não decretou a prisão de nenhum político com mandato pego no petrolão — à exceção do ex-senador Delcídio. Toda a cúpula do PMDB, sobretudo Renan, livrou-se do prometido “remédio amargo” e vem usufruindo do que Rodrigo Janot chamou de “pseudo estabilidade para poucos”.
Outra medida especial foi a interferência do STF, via Dias Toffoli, na soltura do ex-ministro petista Paulo Bernardo, que nem foro privilegiado tem. Um revés na Operação Custo Brasil — investigação sobre o desvio de R$ 100 milhões dos contracheques de servidores endividados. O silêncio do núcleo central da Lava-Jato após receber de volta o inquérito de Lula, que dependeria de delações de empreiteiras capazes de comprometer também Dilma, aumenta a sensação de que não só Brasília, mas mesmo Curitiba está em compasso de espera.
Mas enquanto Seu Moro não vem, a PF continua a mil, exibindo capítulos inéditos e outros reprisados do seriado Cabaré Brasil. Num único dia, chegou a deflagrar quatro novas operações, de norte a sul do país. Terminou a semana fazendo buscas na casa do dono do grupo JBS-Friboi e prendendo o doleiro Lúcio Funaro, ligado a Eduardo Cunha — acusado em nova delação de receber 80% da propina desviada do nosso suado FGTS. Cunha nega tudo.
Se o país anda em círculos na cúpula do Executivo e do Judiciário, no Legislativo o esforço é para retroceder — e rapidamente, antes que agosto chegue. Um sonhado retorno, se possível, aos bons tempos de 2012, antes do julgamento do mensalão, quando o máximo que ocorria a um político corrupto era a perda do cargo ou do mandato.
O ritmo forte das várias investigações ameaça tanto os políticos que o Senado promete votar este mês um projeto antigo contra abuso de autoridades — visto como ataque frontal à Lava-Jato e a seus filhotes. Testando a paciência nacional, Renan, que se valoriza ao máximo antes de concluir a votação do impeachment, escolheu Jucá para relatar a proposta, apoiada por Gilmar Mendes, do STF.

Enquanto isso, as dez medidas contra a corrupção do MP, com dois milhões de assinaturas, mofam na Câmara. Pelo jeito, não bastaram: seus autores terão de bater à porta do Congresso. “A Lava-Jato, por si só, não salvará o Brasil. É indispensável a força da cidadania vigilante e ativa”, exortou esta semana Janot.

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terça-feira, 28 de junho de 2016

Sitio Lagoa de Pedra vivenciou a 17ª Festa de São João Batista


Missa solene sendo celebrada pelo o Padre João Paulo

   No ultimo domingo 26/06 aconteceu o encerramento da festa de São João Batista, com a imagem do padroeiro percorrendo a comunidade em procissão e em seguida a  celebração da missa com o padre João Paulo.

A comunidade do sítio Lagoa de Pedra zona rural de Brejo da Madre de Deus vivenciou mais uma festa de seu padroeiro São João Batista.


As festividades teve início na noite da ultima quinta feira, com procissão da bandeira e em seguida celebração da santa missa precedida pelo padre João Paulo, contou também com apresentações teatrais e musicais e quermesse e encerrando com o leilão e participação da Banda Renova-me. 







 Banda Renova-me. 
                 



Do Blog São Domingos Pode Mais

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Gleisi: Prisão de Bernardo manchou minha vida pública


A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou, hoje, que o pedido de prisão contra seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, "manchou de modo injusto e irrevogável" a vida pública do casal.
Bernardo foi preso preventivamente na última quinta-feira (23), por decisão da Justiça Federal de São Paulo, alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de corrupção utilizado para abastecer o PT. A ação policial foi um desdobramento da Operação Lava Jato.
O ex-ministro das Comunicações e do Planejamento foi detido em Brasília, no apartamento funcional onde estava com a mulher, a senadora Gleisi. A casa dos dois, em Curitiba, também foi alvo de buscas.
Gleisi discursou nesta segunda-feira da tribuna do Senado. A senadora afirmou que não havia elementos jurídicos para o pedido de prisão, disse que Paulo Bernardo sempre esteve à disposição da Justiça para esclarecimentos e defendeu a inocência dele.
"Uma prisão ilegal, abusiva e desnecessária. O processo é em si uma condenação definitiva que vale para sempre", disse a senadora.
"A foto de uma pessoa presa nos jornais e TVs refletida inúmeras vezes durante dias e dias não se apaga. A absolvição, quando vier, não terá jamais a mesma força. (...) é com essa clara e terrível percepção que enfrento esse julgamento. Com a triste certeza de que o processo manchou de modo injusto, definitivo e irrevogável a minha vida pública e a do Paulo Bernardo", afirmou Gleisi.
As investigações da Operação Custo Brasil apontaram que um escritório de advocacia que seria ligado ao ex-ministro teria recebido R$ 7 milhões em propina de uma empresa que manteve contratos com o governo federal.
Um dos principais elementos da investigação foi a deleção premiada de um ex-vereador de Americana (SP), Alexandre Romano. Gleisi afirmou não existirem provas do envolvimento de Paulo Bernardo.
"Nada incrimina meu marido além de delações que os advogados de defesa desconhecem em sua totalidade, e que desconhecemos em quais condições foram ditas", disse. "Não há contrato do Ministério do Planejamento com a tal Consist [empresa investigada], nem vínculo do então ministro do Planejamento com o convênio celebrado entre a empresa e a associação dos bancos", afirmou Gleisi.
A investigação aponta que os repasses da Consist ao escritório de advocacia supostamente ligado a Bernardo teriam origem em contratos da empresa com o governo para a administração do sistema de crédito consignado de funcionários públicos.
A senadora do PT afirmou ainda que a operação buscou "abalar" o trabalho dos senadores que defendem a presidente afastada, Dilma Rousseff, na comissão do impeachment e "humilhar" um ex-ministro dos governos do PT.
"Foi uma clara tentativa de humilhar um ex-ministro do governo Lula e Dilma, que colheu muitos elogios nos seus cargos", disse.
"É também uma tentativa de abalar emocionalmente o trabalho de um grupo crescente de senadores e senadoras que discordam dos argumentos que vem sendo usados para afastar uma presidente legitimamente eleita", afirmou a senadora.
Ao chegar ao plenário do Senado para seu pronunciamento, Gleisi foi acompanhada por um grupo de apoiadoras que lhe entregaram flores e pronunciaram gritos de guerra, como "Me representa, me representa".
O pronunciamento foi feito a um plenário vazio, já que não estava marcada sessão para votações nessa segunda-feira, e foi acompanhada em sua maioria por senadores aliados, como Humberto Costa (PT-PE), José Pimentel (PT-CE), Fátima Bezerra (PT-RN), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Rocha (PT-PA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, que presidiu a sessão

Temer e Cunha se reuniram, diz Planalto


A assessoria da Presidência da República informou nesta segunda-feira (27) que o presidente em exercício Michel Temer se reuniu na noite deste domingo (26) em Brasília com o presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A informação foi antecipada pela repórter Andreia Sadi, da GloboNews. De acordo com a assessoria do Planalto, o objetivo da reunião foi avaliar o atual cenário político.
Procurado pelo G1, Cunha afirmou que, embora ele e Temer se falem "com regularidade", o encontro não ocorreu na noite deste domingo. Indagado sobre quando esteve pela última vez com o presidente em exercício, respondeu: "Isso não falarei". Confrontado então com a informação da assessoria do Planalto de que o encontro ocorreu, Cunha disse: "Só que eu não confirmo".
O peemedebista está afastado da Presidência da Câmara desde o mês passado, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República.
Eduardo Cunha é réu em dois processos em tramitação do STF porque o Ministério Público viu indícios de que ele se envolveu no esquema de corrupção que atuou na Petrobras e é investigado na Operação Lava Jato, o que o peemedebista nega.
Embora o Planalto confirme o encontro entre Temer e Cunha no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência, a reunião não constava da agenda oficial do presidente em exercício.

Polícia captura acusado de matar ex-companheira em São Domingos


Na tarde desta segunda-feira (27) policiais conseguiram capturar o jovem Joseilton Andrade dos Santos (conhecido por “Galeguinho”).Joseilton é tido como principal suspeito de ter assassinado a ex-companheira Isa Maria Aleixo Figueiredo da Silva (21 anos).O crime aconteceu durante a madrugada na Rua São Carlos, no distrito de São Domingos, de Brejo da Madre de Deus.
Segundo a irmã da vítima, em relato concedido a polícia, Isa Maria retornava de uma festa junina realizada na vizinha Santa Cruz do Capibaribe quando foi abordada pelo ex-companheiro, que lhe desferiu vários golpes de faca.
Arma usada no crime foi localizada por familiares da vítima
A irmã de Isa tentou evitar o crime, mas acabou sendo ferida antes do assassino fugir do local. As duas foram levadas para o Hospital Municipal de Santa Cruz, porém Isa acabou não resistindo aos ferimentos.
Galeguinho deve ser apresentado, em instantes, na delegacia de Santa Cruz do Capibaribe.

Emenda de Diogo Moraes financiou show de Garota Safada em evento privado, acusa MPPE

Do Blog da Noelia Brito





Em meio à polêmica denúncia de artistas pernambucanos, envolvendo a EMPETUR de que servidores e empresários cobrariam comissões de até 50% dos caches de artistas para que esses sejam contratados pela entidade para shows em eventos públicos, vem à tona a notícia de que a 4ª Promotoria de Defesa da Cidadania de Olinda, cidade onde fica a sede da EMPETUR, ajuizou a AÇÃO DE IMPROBIDADE Nº  0002645-45.2016.8.17.2990 contra vários deputados, servidores estaduais e donos de produtoras por  causa do chamado escândalo dos “shows fantasmas” contratados por meio de “ementadas parlamentares”.


O Blog da Noelia Brito teve acesso à íntegra da petição inicial e aos documentos que instruem a ação civil pública assinada pela Promotora de Justiça Ana Maria Sampaio Barros de Carvalho, que pede a quebra de sigilo fiscal e bancário dos envolvidos e o bloqueio de contas bancárias.

A emenda de Diogo







Num dos trechos das Ação de Improbidade nº 0002645-45.2016.8.17.2990, cujo ajuizamento revelou, mais cedo, em primeira mão (Veja AQUI), o MPPE chama a atenção para o fato de que uma Emenda Parlamentar do deputado socialista Diogo Moraes, no valor de R$ 150 mil, financiou um show da Banda “Garota Safada”, do cantor Wesley Safadão, num evento privado, a “Vaquejada do Amigos”, realizada dentro da fazenda Santa Helena, em Água Preta, de propriedade do prefeito do Município, que é pai do deputado João Fernando Coutinho. Segundo o MPPE, o evento tinha por finalidade promover o deputado João Fernando Coutinho, do PSB, que é apontado na petição inicial como aquele que tinha uma enorme “interferência” na EMPETUR.


 Mas a festança particular custou muito mais aos cofres públicos. Segundo o Ministério Público, a “Vaquejada doa Amigos” ainda contou com uma Emenda Parlamentar de R$ 95 mil do deputado Clodoaldo Magalhães, também do PSB:



Blog do Ney Lima